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Ibovespa rompe os 200 mil pontos e dólar cai abaixo de R$ 5 após primeiro turno

A Bolsa brasileira atingiu um novo recorde nesta segunda-feira (5), com o Ibovespa avançando mais de 8% e superando os 207 mil pontos durante a manhã. Ao mesmo tempo, o real se valorizou e levou o dólar para abaixo de R$ 5, em uma forte reação do mercado ao resultado do primeiro turno das eleições presidenciais.

Ibovespa rompe os 200 mil pontos e dólar cai abaixo de R$ 5 após primeiro turno

Bolsa de Valores hoje · REPRODUÇÃO/IA

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O mercado financeiro brasileiro abriu a semana com uma das reações mais intensas do ano. O Ibovespa superou pela primeira vez a marca dos 200 mil pontos e chegou a operar acima dos 207 mil pontos, enquanto o dólar recuou mais de 4% e voltou a ser negociado abaixo de R$ 5.

O movimento ocorreu depois de Flávio Bolsonaro terminar o primeiro turno da eleição presidencial à frente de Luiz Inácio Lula da Silva. Com 100% das seções apuradas, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, levando a disputa para o segundo turno marcado para 25 de outubro.

Resultado eleitoral provoca forte reprecificação dos ativos

A diferença registrada nas urnas levou investidores a revisar rapidamente as expectativas em relação ao cenário político e econômico brasileiro. Já no mercado futuro, antes da abertura da B3, o contrato do Ibovespa avançava mais de 8%, sinalizando uma sessão de forte valorização.

A reação também começou no exterior. O EWZ, principal fundo de ações brasileiras negociado em Nova York, chegou a subir mais de 12% antes da abertura do mercado americano, enquanto ADRs de grandes companhias brasileiras também registraram forte valorização.

O movimento reflete uma mudança na percepção de risco dos investidores após o primeiro turno. Analistas ouvidos por instituições financeiras apontam principalmente as expectativas relacionadas à política fiscal, controle de gastos e composição de uma eventual equipe econômica como fatores que devem continuar influenciando os preços.

Ibovespa registra máxima histórica

Durante a manhã, o principal índice da B3 avançou mais de 8% e chegou a superar os 208 mil pontos, renovando sucessivamente sua máxima histórica. Em determinado momento da sessão, o índice alcançou níveis próximos de 209 mil pontos, depois de ter encerrado o último pregão antes da eleição aos 191.797 pontos.

A alta foi disseminada entre as principais ações da Bolsa. Petrobras, grandes bancos e empresas voltadas ao mercado doméstico apareceram entre os destaques, enquanto praticamente toda a carteira do Ibovespa operava no campo positivo durante parte da manhã.

Papéis do setor bancário chegaram a registrar ganhos de dois dígitos, enquanto Petrobras também avançou com força. A queda das taxas futuras de juros ajudou a reforçar o movimento em empresas mais sensíveis ao custo do crédito e à atividade econômica.

Real se valoriza e dólar volta para abaixo de R$ 5

O mercado de câmbio acompanhou a melhora dos ativos brasileiros. O dólar caiu mais de 4% frente ao real e chegou a ser negociado na região de R$ 4,97, voltando para abaixo da marca de R$ 5 pela primeira vez em meses.

A valorização do real ocorreu mesmo em um dia de fortalecimento da moeda americana no exterior, reforçando o peso dos fatores domésticos sobre a cotação. As taxas dos contratos de juros futuros também recuaram de forma expressiva durante a manhã.

Mercado agora acompanha segundo turno e cenário fiscal

Apesar da reação imediata, o resultado do primeiro turno não elimina a possibilidade de forte volatilidade nas próximas semanas. A disputa presidencial continua aberta, e investidores devem acompanhar as alianças políticas, as propostas econômicas e as sinalizações dos dois candidatos até a votação decisiva.

O cenário fiscal tende a permanecer no centro das atenções. Antes mesmo da eleição, análises de mercado já apontavam que a trajetória da dívida pública, o controle das despesas e a credibilidade das medidas econômicas seriam fundamentais para determinar se uma valorização dos ativos brasileiros poderia se sustentar além da reação inicial às urnas.