O poder de compra das famílias brasileiras continua em expansão. De acordo com o anuário IPC Maps 2025, a previsão foi de cerca de R$ 8,2 trilhões ao longo deste ano, um aumento real de 3% em relação a 2024, reforçando a tendência de recuperação e crescimento do consumo no país.
O estudo, que se baseia em fontes oficiais de indicadores sociais e econômicos, estima que as 27 capitais brasileiras concentraram um potencial de consumo de R$ 2,28 trilhões.

A hierarquia tradicional se mantém, com São Paulo, com mais de R$ 605 bilhões, e Rio de Janeiro, com R$ 329,7 bilhões, na liderança. Na sequência, aparecem Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Salvador, Fortaleza, Porto Alegre, Goiânia e Manaus. Juntas, as dez capitais somam um poder de consumo de R$ 1,74 trilhão, equivalente a 76% do total das capitais brasileiras.
Os gastos com veículo próprio, em torno de R$ 886 bilhões, aparecem como a principal preferência de consumo das famílias, superando alimentação e habitação, que inclui aluguel, impostos e utilidades.
Observando um panorama por grandes regiões.
O Sudeste lidera com R$ 3,92 trilhões, com uma participação de 48,1%, impulsionado principalmente pelo estado de São Paulo (R$ 2,2 trilhões) e Minas Gerais (837 bilhões).
Na sequência aparece o Nordeste, na segunda posição de maior poder de compra regional com R$ 1,52 trilhão (18,6%), puxado por Bahia (410 bilhões) e Pernambuco (263 bilhões).
Seguido de perto pelo Sul, que soma R$ 1,51 trilhão (18,5%), com destaque para Rio Grande do Sul (546 bilhões) e Paraná (539 bilhões).
O Centro-Oeste movimenta R$ 720 bilhões (8,8%), liderado por Goiás (296 bilhões) e pelo Distrito Federal (154 bilhões).
Já o Norte responde por R$ 490 bilhões (6,0%), com maior peso de Pará (R$ 211 bilhões) e Amazonas (R$ 103 bilhões).

A concentração nas capitais reforça o papel dos grandes centros urbanos:
A cidade de São Paulo lidera no Sudeste com R$ 606 bilhões, Salvador representa o Nordeste com R$ 101 bilhões, enquanto Curitiba se destaca no Sul com R$ 107 bilhões, Goiânia no Centro-Oeste com R$ 74 bilhões, e Manaus lidera no Norte com R$ 68 bilhões.
O consumo é sustentado por quase 60% da população economicamente ativa, cerca de 128 milhões de brasileiros. A classe média brasileira (classes B e C) corresponde a 74% do consumo por classes de renda, enquanto a classe A representa 16% e as classes D e E, 9,8%.
Esse cenário é impulsionado por um mercado empresarial de quase 25 milhões de empresas, com forte predominância de MEIs e dos setores de Serviços e Comércio.
A pesquisa do IPC Maps utiliza metodologias próprias e dados oficiais em 22 indicadores econômicos e sociais para calcular o potencial de consumo do país.
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© 2025 Brasil Em Mapas
Dados: IPC Maps (ipcbr.com)

