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Visualizando as Exportações Brasileiras para os Estados Unidos e China

Exportações Brasileiras para Estados Unidos e China: Quem Compra Mais e Quem Taxa Mais?

Visualizando as Exportações Brasileiras para os Estados Unidos e China
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No primeiro semestre de 2026, China e Estados Unidos consolidaram-se como os dois principais destinos das exportações brasileiras, mas com perfis bastante diferentes. Enquanto a China segue como o maior parceiro comercial do Brasil, absorvendo US$ 58,3 bilhões em produtos brasileiros, os EUA importaram US$ 17,4 bilhões no mesmo período.


Apesar de comprar mais de três vezes o volume dos EUA, a China também mantém uma estrutura tarifária mais ampla. Cerca de 81% das exportações brasileiras para o mercado chinês estão sujeitas a tarifas de importação, contra 49% das vendas aos Estados Unidos. Em contrapartida, os EUA isentam aproximadamente 51% das exportações brasileiras, enquanto a China concede isenção a apenas 17%.


A pauta exportadora também revela diferenças importantes. As vendas para a China concentram-se em commodities como soja (US$ 20,2 bi), petróleo bruto (US$ 15,1 bi) e carne bovina (US$ 4,8 bi). Já os Estados Unidos apresentam uma pauta mais diversificada, com destaque para petróleo bruto, semimanufaturados de ferro e aço, aeronaves, máquinas e equipamentos, café, suco de laranja e carne bovina.


Nas tarifas, a China aplica alíquotas de 3% para soja, 2% para petróleo bruto, 10% para carne de frango e 12% para carne bovina dentro da cota tarifária, com uma sobretarifa de 55% para volumes acima da cota de 1,1 milhão de toneladas. Nos EUA, predominam tarifas adicionais de 10% a 25% para diversos manufaturados, chegando a 50% em alguns segmentos específicos, enquanto produtos como café, suco de laranja e carne bovina permanecem isentos.


Embora os Estados Unidos imponham tarifas adicionais de até 50% sobre diversos produtos brasileiros, cerca de 51% do valor exportado pelo Brasil para o mercado norte-americano permaneceu isento dessas sobretarifas no primeiro semestre de 2026. Já a China, maior destino das exportações brasileiras, comprou US$ 58,3 bilhões, mais de três vezes os US$ 17,4 bilhões exportados para os EUA, mas 81% desse valor esteve sujeito a tarifas de importação.


Em outras palavras, a China compra muito mais do Brasil, porém tributa uma parcela maior das importações, enquanto os EUA representam um mercado menor em volume, mas com uma proporção significativamente maior de exportações isentas das tarifas adicionais.


No fim, o fator decisivo continua sendo o tamanho do mercado. A China respondeu por 31,6% de todas as exportações brasileiras no primeiro semestre de 2026, contra 9,4% dos Estados Unidos. Em outras palavras, o mercado chinês vale mais de três vezes o americano para o agronegócio e a indústria extrativista brasileira, embora também concentre maior dependência em poucos produtos e uma cobertura tarifária mais ampla.


Fonte: MDIC/Comex Stat; U.S. Census Bureau; Administração Geral das Alfândegas da China (GACC); OMC (WTO) Tariff Profiles; WITS/Banco Mundial. Dados de jan-jun,2026. Elaboração: Brasil em Mapas.


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Elaborado por William Ferreira