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Ucrânia lança uma das maiores ofensivas de drones contra a Rússia em 2026

Ataque atingiu diversas regiões russas, incluindo os arredores de São Petersburgo, e ocorreu um dia após Vladimir Putin rejeitar proposta de negociação direta feita por Volodymyr Zelensky.

Ucrânia lança uma das maiores ofensivas de drones contra a Rússia em 2026
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A Ucrânia realizou na madrugada deste sábado (6) uma das maiores ofensivas com drones dos últimos meses contra a Rússia. Segundo autoridades russas, centenas de aeronaves não tripuladas foram lançadas contra diferentes regiões do país, incluindo áreas próximas a São Petersburgo, onde acontece o principal fórum econômico russo.

De acordo com o Ministério da Defesa da Rússia, 376 drones ucranianos foram interceptados pelos sistemas de defesa aérea. Mais de 140 deles teriam sido abatidos na região de Leningrado, que circunda São Petersburgo.

As autoridades informaram que ao menos uma pessoa morreu durante a ofensiva e que um depósito de petróleo foi atingido e incendiado.

São Petersburgo entrou em alerta

O governador da região de Leningrado, Aleksandr Drozdenko, afirmou que a maior parte dos drones foi neutralizada antes de alcançar alvos estratégicos.

Já o prefeito de São Petersburgo, Aleksandr Beglov, fez um raro apelo para que moradores permanecessem em casa enquanto as forças de defesa atuavam para conter a ofensiva.

Apesar da intensidade dos ataques, autoridades locais disseram que não houve danos significativos dentro da cidade. Três pessoas ficaram feridas, receberam atendimento médico e foram liberadas posteriormente.

Zelensky chama operação de “resposta justa”

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Após a ofensiva, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, classificou a ação como uma “resposta justa” às operações militares russas.

Segundo o líder ucraniano, drones de longo alcance percorreram aproximadamente mil quilômetros até a região de São Petersburgo, atingindo instalações militares e arsenais ligados à Marinha russa na área de Kronstadt.

“Chegou a hora de pôr fim a esta guerra. Mas o governante da Rússia quer continuar lutando”, declarou Zelensky em publicação nas redes sociais.

O presidente também afirmou que a Ucrânia continuará realizando operações militares e apoiando sanções internacionais enquanto Moscou mantiver sua ofensiva.

Tensão aumentou após rejeição de Putin

O ataque ocorreu apenas um dia após o presidente russo, Vladimir Putin, rejeitar uma proposta de reunião direta feita por Zelensky.

Na quinta-feira, o presidente ucraniano divulgou uma carta aberta propondo um encontro entre os dois líderes em um país neutro, como Suíça, Turquia ou alguma nação árabe, com o objetivo de discutir alternativas para encerrar o conflito iniciado em fevereiro de 2022.

A proposta incluía um cessar-fogo temporário durante as negociações, troca completa de prisioneiros de guerra e medidas para o retorno de civis e crianças retirados de áreas afetadas pelos combates.

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Durante participação no principal fórum econômico da Rússia, realizado em São Petersburgo, Putin afirmou que não vê razões para uma reunião direta neste momento.

O presidente russo classificou partes da carta enviada por Zelensky como “grosseiras” e reiterou que qualquer avanço diplomático dependerá das condições estabelecidas por Moscou.

A resposta gerou nova troca de críticas entre os dois governos. Na sexta-feira, Zelensky acusou o Kremlin de escolher novamente o caminho da guerra.

“Infelizmente, o lado russo escolhe a guerra mais uma vez. Todos ouviram a resposta hoje. Uma resposta fraca. Ele simplesmente não quer acabar com a guerra”, afirmou o presidente ucraniano.

Conflito segue sem perspectiva imediata de acordo

A nova ofensiva demonstra que, apesar das recentes discussões sobre possíveis negociações, o conflito permanece longe de uma solução definitiva.

Nas últimas semanas, a Rússia intensificou ataques com drones e mísseis contra cidades ucranianas, enquanto Kiev ampliou operações de longo alcance contra bases militares, refinarias e infraestruturas estratégicas em território russo.

O episódio reforça o aumento da tensão entre os dois países e ocorre em um momento em que iniciativas diplomáticas continuam enfrentando dificuldades para produzir avanços concretos rumo a um cessar-fogo ou acordo de paz.