O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump afirmou que não pretende descongelar ativos iranianos nem suspender sanções econômicas antes da assinatura de um acordo de paz com o Irã.
A declaração foi feita durante entrevista ao programa "Meet the Press", da NBC News, exibida neste domingo (7).
Questionado sobre a possibilidade de aliviar as restrições econômicas durante as negociações, Trump respondeu que qualquer medida nesse sentido só será considerada após a conclusão de um acordo.
“Isso vem depois. Se eles se comportarem, se fizerem um bom trabalho, começamos a conversar”, declarou o presidente americano.
Negociações ocorrem em meio ao conflito
As declarações acontecem enquanto Washington tenta negociar uma solução diplomática para o conflito iniciado em 28 de fevereiro, quando forças dos Estados Unidos e de Israel deram início a operações militares contra o Irã.
Nas últimas semanas, representantes americanos e iranianos vêm participando de contatos indiretos na tentativa de estabelecer condições para um acordo mais amplo de paz.
Apesar das negociações, Trump deixou claro que a pressão econômica continuará sendo utilizada como instrumento de negociação.
“Estamos muito perto de um acordo, ou vou explodir tudo”, afirmou o presidente durante a entrevista.
Trump admite conversar com líder supremo iraniano
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Durante a conversa com a emissora americana, Trump também afirmou que estaria disposto a dialogar diretamente com o líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei.
Khamenei não aparece publicamente desde os ataques realizados por forças americanas no início do conflito.
O presidente dos Estados Unidos sugeriu ter informações sobre o paradeiro do líder iraniano, mas evitou entrar em detalhes.
“Não quero dizer se sei ou não onde ele está, mas há uma boa probabilidade de que eu saiba”, declarou.
Líbano não é exigência imediata
Trump também comentou a situação no Líbano, um dos países envolvidos indiretamente nas tensões regionais.
Segundo ele, não está exigindo que o governo libanês participe de um eventual acordo de curto prazo entre Washington e Teerã.
“Acho que eles gostariam de ver isso acontecer, mas não estou exigindo”, afirmou.
A declaração ocorre em meio às negociações paralelas sobre os confrontos entre Israel e o grupo Hezbollah no sul do Líbano.
Governo defende manutenção do cessar-fogo
Integrantes da administração Trump continuam sustentando que um cessar-fogo temporário permanece em vigor, apesar dos episódios recentes de violência na região.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou recentemente a parlamentares americanos que as operações militares realizadas pelos Estados Unidos têm caráter defensivo.
Segundo o governo americano, o objetivo continua sendo alcançar um acordo que reduza as tensões e estabeleça condições para uma solução diplomática mais duradoura.
Sanções seguem como principal ferramenta de pressão
Desde o início do conflito, os Estados Unidos mantêm uma série de restrições econômicas contra o Irã, incluindo bloqueio de ativos, limitações ao sistema financeiro e sanções voltadas aos setores de energia e comércio exterior.
A manutenção dessas medidas demonstra que Washington pretende utilizar o peso econômico das sanções como uma das principais ferramentas de pressão durante as negociações.
Enquanto isso, diplomatas de ambos os lados continuam buscando alternativas para um possível acordo que possa encerrar meses de confrontos e reduzir a instabilidade no Oriente Médio.

