
O Brasil ainda registra centenas de milhares de casos de roubos e furtos de smartphones. Em 2205 foi registrado 792.284 ocorrências de roubo e furto de celulares, com uma taxa nacional de 371,2 casos por 100 mil habitantes.
Após atingir 493,9 por 100 mil em 2022, a taxa recuou para 371,2 em 2025, uma redução de 24,8%. Em relação a 2015, quando a taxa estimada era de 534,9, a queda em dez anos chega a 30,7%. O pico da série ocorreu em 2019, com 1.053.433 ocorrências, quando a taxa chegou a 540,1 por 100 mil habitantes. Desde então, o número de ocorrências caiu cerca de 24,8% até 2025.
Histórico da taxa:
2015 — 534,9
2018 — 514,2
2019 — 540,1
2022 — 493,9
2025 — 371,2
Diferenças entre os estados
O cenário muda bastante conforme o estado. O Distrito Federal possui a maior taxa do país, com 677,1 por 100 mil habitantes, mais de cinco vezes a registrada no Rio Grande do Sul.
5 maiores taxas
1. Distrito Federal — 677,1 | 20.291 ocorrências
2. Amazonas — 671,9 | 29.037
3. Amapá — 611,4 | 4.931
4. São Paulo — 552,2 | 254.447
5. Pará — 536,0 | 46.688
5 menores taxas
1. Rio Grande do Sul — 128,8 | 14.463
2. Paraíba — 153,6 | 6.397
3. Minas Gerais — 182,0 | 38.935
4. Mato Grosso do Sul — 193,7 | 5.667
5. Mato Grosso — 209,0 | 8.139
Taxa e número de ocorrências por UF
AC 354,1 3.132
AL 252,6 8.137
AP 611,4 4.931
AM 671,9 29.037
BA 366,9 54.563
CE 330,1 30.597
DF 677,1 20.291
ES 391,1 16.139
GO 220,2 16.344
MA 400,8 28.132
MT 209,0 8.139
MS 193,7 5.667
MG 182,0 38.935
PA 536,0 46.688
PB 153,6 6.397
PR 254,3 30.238
PE 426,7 40.802
PI 355,1 12.017
RJ 419,1 72.187
RN 351,4 7.214
RS 128,8 14.463
RO 473,2 8.290
RR 326,6 2.413
SC 221,4 18.122
SP 552,2 254.447
SE 282,0 6.484
TO 224,0 3.555
Total Brasil: 792.284 ocorrências | 371,2 por 100 mil habitantes.
Quais as cidades com os maiores crimes
Entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, o ranking é liderado por cidades que apresentam taxas muito superiores à média nacional:
1. São Luís (MA) — 1.517,0
2. Belém (PA) — 1.487,0
3. São Paulo (SP) — 1.390,5
4. Salvador (BA) — 1.195,0
5. Lauro de Freitas (BA) — 1.144,5
6. Porto Velho (RO) — 1.123,2
7. Manaus (AM) — 1.107,1
8. Olinda (PE) — 1.060,3
9. Ananindeua (PA) — 979,5
10. Teresina (PI) — 975,3
11. Recife (PE) — 965,3
12. Cariacica (ES) — 932,2
13. Vitória (ES) — 930,8
14. Marituba (PA) — 863,2
15. Macapá (AP) — 831,6
16. Belo Horizonte (MG) — 837,3
17. Natal (RN) — 806,8
18. Itapecerica da Serra (SP) — 801,2
19. Fortaleza (CE) — 796,0
20. Rio de Janeiro (RJ) — 793,7
São Luís apresenta uma taxa quase quatro vezes superior à média nacional.
Quando acontecem?
O padrão muda bastante entre roubo e furto.
Furtos:
🔹 34,5% acontecem aos sábados e domingos;
🔹 maiores concentrações entre 10h e 12h e 17h e 20h.
Roubos:
🔹 73,1% ocorrem em dias úteis;
🔹 sexta-feira apresenta a maior incidência;
🔹 dois períodos de pico: 5h–6h e 18h–23h;
🔹 o maior pico ocorre às 20h.
Onde acontecem?
As vias públicas são o principal cenário para os crimes.
🔸 77,2% dos roubos acontecem em vias públicas;
🔸 49,3% dos furtos também ocorrem nas ruas;
🔸 nos furtos, 15,2% acontecem em estabelecimentos comerciais;
🔸 outros 6,1% ocorrem no transporte público.
Ou seja: ruas, deslocamentos e momentos de circulação continuam sendo pontos de atenção para quem carrega o celular.
📱 Utilidade pública
Para aumentar as chances de bloqueio, proteção do aparelho e localização em caso de roubo ou furto, cadastre seu celular no aplicativo Celular Seguro, do Ministério da Justiça.
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Fonte: FBSP — 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública — FBSP (2025)

