
Entre 1989 e 2022, o Brasil realizou 9 eleições presidenciais diretas. Este mapa mostra, em cada Unidade da Federação, quantas vezes o candidato que venceu a eleição nacional também foi o mais votado naquele estado.
A metodologia considera o 2º turno quando houve, e o 1º turno/turno único nas eleições decididas nessa etapa, como ocorreu em 1994 e 1998. A cronologia oficial do TSE confirma os turnos e as datas de cada eleição do período.
O indicador, portanto, não mede preferência partidária nem desempenho eleitoral absoluto. Ele mede apenas a frequência com que o resultado estadual coincidiu com o vencedor nacional.
O resultado revela diferenças importantes entre as regiões brasileiras.
Minas Gerais e Amazonas registraram coincidência em todas as 9 eleições — 100%. Em outras palavras, em cada eleição analisada, o candidato mais votado nesses estados também foi o vencedor nacional. Na outra ponta, o Rio Grande do Sul apresentou a menor frequência, com 2 das 9 eleições — 22%.
Entre os demais estados, há uma distribuição intermediária:
89%: 8 de 9 eleições;
78%: 7 de 9;
67%: 6 de 9;
56%: 5 de 9;
22%: 2 de 9.
O padrão também varia regionalmente, o Nordeste alcança 85%, seguido pelo Norte (80%), Sudeste (73%), Centro-Oeste (59%) e Sul (45%).
Veja a lista completa por UF:
AM 100%
MG 100%
AP 89%
BA 89%
MA 89%
PA 89%
PB 89%
PI 89%
RN 89%
SE 89%
TO 89%
AL 78%
CE 78%
PE 78%
AC 67%
ES 67%
GO 67%
RJ 67%
RO 67%
DF 56%
MT 56%
MS 56%
PR56%
RR 56%
SC 56%
SP 56%
RS 22%
O percentual representa coincidência histórica entre o resultado estadual e o resultado nacional. Assim, 89% significa que, em 8 das 9 eleições, a UF teve como mais votado o mesmo candidato que venceu o país.
Ao observar as nove eleições presidenciais desde 1989, o mapa mostra que o comportamento eleitoral das UFs não acompanha o resultado nacional com a mesma frequência em todo o território brasileiro.
Amazonas e Minas Gerais são estados decisivos, enquanto outros estados aparecem em diferentes níveis de correspondência. O Rio Grande do Sul se destaca no extremo oposto.
Mais do que apontar vencedores, o mapa permite visualizar como diferentes partes do Brasil se alinharam — ou não — ao resultado presidencial nacional ao longo de mais de três décadas de eleições diretas.
Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — resultados das eleições presidenciais de 1989 a 2022 (série histórica).
Elaboração e infografia: Brasil em Mapas © 2026 (CCBY)

