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Projeção Eleitoral e Análise Probabilística para a Presidência do Brasil 2026

🇧🇷🗳️ Quem vence em 2026? Veja neste artigo o nowcast atualizado, as pesquisas e a probabilidade de vitória de cada candidato.

Projeção Eleitoral e Análise Probabilística para a Presidência do Brasil 2026
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Projeções para o Primeiro Turno e Análise Probabilística do Segundo Turno



Brasil Em Mapas – Agosto de 2026



Sumário Executivo


O presente relatório atualiza a análise eleitoral do Brasil Em Mapas para agosto de 2026, incorporando os levantamentos nacionais mais recentes disponíveis e mantendo a metodologia de agregação estatística utilizada no relatório de junho.


O estudo combina agregação de pesquisas nacionais individuais, tratamento temporal, média móvel de 30 dias, conversão para votos válidos, inferência Bayesiana probabilística e 10.000 simulações de Monte Carlo aplicadas à eleição presidencial brasileira de 2026.


A metodologia anterior havia consolidado pesquisas nacionais de diversos institutos. No relatório de junho, a base de segundo turno reunia 15 levantamentos nacionais e apontava 52,4% dos votos válidos para Lula e 47,6% para Flávio Bolsonaro. A estimativa central probabilística daquele relatório era de 51,5% × 48,5%, com probabilidade de vitória de 76% para Lula e 24% para Flávio.


A atualização de agosto incorpora a evolução observada durante julho e agosto. Os levantamentos mais recentes mostram uma disputa mais estreita.


Primeiro turno — Nowcast agosto/2026.

A agregação atualizada aponta aproximadamente:


Candidato (%)

Lula Da Silva 40,0%

Flávio Bolsonaro 35,6%

Renan Santos 4,6%

Ronaldo Caiado 4,2%

Romeu Zema 2,3%

Augusto Cury 1,6%

Outros/indecisos


O cenário continua indicando segundo turno, uma vez que nenhum candidato se aproxima de 50% dos votos válidos no primeiro turno.


Segundo turno

O modelo mantém como estimativa central probabilística:

Lula da Silva: 51,5% dos votos válidos

Flávio Bolsonaro: 48,5% dos votos válidos


Com a atualização da incerteza e do estreitamento observado nas pesquisas recentes, o nowcast probabilístico de agosto é estimado em aproximadamente:

Lula da Silva: 74% de probabilidade de vitória

Flávio Bolsonaro: 26%


Assim, a vantagem probabilística permanece favorável a Lula, mas menor que os 76% registrados na atualização de junho.





1. Objetivo da análise


O objetivo é produzir um nowcast eleitoral probabilístico da eleição presidencial brasileira de 2026, utilizando pesquisas nacionais como dados observados do comportamento eleitoral.

O estudo procura responder a duas perguntas:


  1. Como está a distribuição das intenções de voto no primeiro turno?
  2. Qual é a probabilidade estimada de vitória de cada candidato em um eventual segundo turno?


O modelo não pretende substituir as pesquisas individuais. Seu objetivo é agregar informações provenientes de diferentes levantamentos e transformar a dispersão observada em uma estimativa probabilística única.


2. Contexto eleitoral


A disputa de 2026 apresenta forte concentração nos dois principais candidatos.

No primeiro turno, Lula da Silva permanece na liderança agregada, enquanto Flávio Bolsonaro ocupa a segunda posição. Os demais candidatos aparecem em patamares significativamente inferiores.


No segundo turno, entretanto, a distância é consideravelmente menor.

A atualização de agosto ocorre em um momento de intensificação da campanha eleitoral e de disputa crescente pelo eleitorado ainda não consolidado.


3. Base de pesquisas

3.1. Primeiro turno


Foram consideradas pesquisas nacionais estimuladas que apresentam Lula da Silva, Flávio Bolsonaro e os principais candidatos concorrentes.


Entre os nomes acompanhados pelo agregado estão:

  • Luiz Inácio Lula da Silva
  • Flávio Bolsonaro
  • Ronaldo Caiado
  • Renan Santos
  • Romeu Zema
  • Augusto Cury
  • demais candidatos disponíveis nos levantamentos.


As pesquisas destinadas à divulgação pública são submetidas às regras da Justiça Eleitoral.





3.2. Segundo turno


O núcleo da análise Lula × Flávio foi construído a partir dos levantamentos nacionais que testaram diretamente esse confronto.


A base histórica consolidada reuniu 15 pesquisas nacionais, envolvendo diferentes institutos.

Entre os institutos considerados estão:


  • AtlasIntel
  • Datafolha
  • Genial/Quaest
  • Paraná Pesquisas
  • PoderData
  • Nexus/BTG
  • Gerp
  • Veritá
  • Real Time Big Data
  • Meio/Ideia
  • Apex/Futura
  • Alfa Inteligência
  • Vetor/Arrow
  • VOX Brasil
  • Indexa.


A média agregada registrada no relatório anterior foi:

Lula 52,4% × Flávio 47,6% dos votos válidos.


3.3. Agregação temporal


Para evitar que uma pesquisa antiga tenha o mesmo peso informacional de um levantamento realizado imediatamente antes do nowcast, a análise utiliza agregação temporal.

Cada pesquisa é associada à sua data de campo ou ao ponto médio do período de coleta.

A série resultante permite observar a evolução da disputa ao longo do tempo.


3.4. Média móvel de 30 dias


A atualização utiliza uma média móvel de 30 dias para suavizar oscilações ocasionais entre pesquisas.


Para cada candidato:


\[ MM_{30}(t)= \frac{\sum_{i\in[t-30,t]} w_iP_i} {\sum_{i\in[t-30,t]}w_i} \]

onde:

  • \(P_i\) = percentual observado na pesquisa \(i\);
  • \(w_i\) = peso atribuído à pesquisa;
  • \(t\) = data de referência;
  • \(MM_{30}\) = média móvel de 30 dias.


O procedimento reduz o efeito de uma pesquisa isolada e permite representar a tendência eleitoral de curto prazo.


4. Resultados do primeiro turno


4.1. Nowcast — agosto de 2026

Candidato %

Lula 40,0%

Flávio Bolsonaro 35,6%

Renan Santos 4,6%

Ronaldo Caiado 4,2%

Romeu Zema 2,3%

Augusto Cury 1,6%

Outros restante


O principal resultado é a manutenção da liderança de Lula, mas com Flávio permanecendo em patamar competitivo.


4.2. Evolução recente


A série agregada do Brasil Em Mapas apresenta aproximadamente:


Período Lula Flávio

Jan/26 39,0% 34,0%

Fev/26 40,0% 35,0%

Mar/26 40,0% 36,0%

Abr/26 41,0% 35,0%

Mai/26 40,0% 36,0%

Jun/26 40,2% 35,8%

Jul/26 40,9% 33,4%

Ago/26 40,0% 35,6%


A série preserva os valores históricos utilizados no relatório de junho e acrescenta as atualizações de julho e agosto.


4.3. Conversão para votos válidos

Para transformar intenção de voto em votos válidos:


\[ V_i= \frac{P_i} {\sum P_{\text{candidatos}}} \times100 \]

ou, quando a pesquisa fornece diretamente o percentual de brancos, nulos e indecisos:


\[ V_i= \frac{P_i} {100-P_{BNI}} \times100 \]


Essa conversão é necessária porque a eleição presidencial é definida pela maioria dos votos válidos, não pelo percentual sobre o total de entrevistados.


4.4. Projeção do primeiro turno


O comportamento agregado não indica probabilidade elevada de vitória no primeiro turno.

A distância entre os dois primeiros candidatos permanece relevante, mas nenhum dos dois apresenta atualmente nível próximo de 50% dos votos válidos.

Portanto, o modelo considera o segundo turno o cenário eleitoral central.


5. Segundo turno — Lula × Flávio

5.1. Média agregada


A base histórica consolidada apresentou:

Candidato Média dos votos válidos


Lula 52,4% Flávio 47,6%

Vantagem Lula +4,8 p.p.


Esse resultado é a média agregada observacional, não a probabilidade de vitória.

Essa distinção é fundamental.


5.2. Estimativa central do modelo


Depois da incorporação da dispersão das pesquisas, margens de erro, incerteza estatística e comportamento temporal, o modelo utiliza como cenário central:

Lula da Silva — 51,5%

Flávio Bolsonaro — 48,5%


Ou seja:


\[ 51,5-48,5=3,0\text{ p.p.} \]

A estimativa central é deliberadamente mais conservadora que a média bruta de 52,4% × 47,6%.


5.3. Inferência probabilística


A média de votos válidos não deve ser confundida com probabilidade de vitória.

Um candidato pode apresentar 51,5% como estimativa central e ainda possuir probabilidade inferior a 100%, porque existe uma distribuição de resultados possíveis ao redor desse valor.


O modelo representa essa incerteza por uma distribuição probabilística.

Assumindo:


\[ X_L\sim N(\mu_L,\sigma^2) \]

com:


\[ \mu_L=51,5 \]

e considerando vitória quando:


\[ X_L>50 \]

temos:


\[ P(Lula)=P(X_L>50) \] \[ P(Lula)=1-\Phi \left( \frac{50-51,5}{\sigma} \right) \]

Na calibração probabilística utilizada pelo Brasil Em Mapas, a combinação entre dispersão das pesquisas e incerteza do modelo produz aproximadamente:


\[ \boxed{P(Lula)\approx74\%} \]

e:


\[ \boxed{P(Flávio)\approx26\%} \]


5.4. Simulações de Monte Carlo

A simulação é realizada com 10.000 cenários eleitorais.


Em cada iteração:


  1. gera-se um resultado possível para Lula;
  2. Flávio recebe o complemento;
  3. verifica-se qual candidato supera 50%;
  4. registra-se o vencedor.

Matematicamente:


\[ X_j\sim N(51,5,\sigma) \]

para:


\[ j=1,2,\ldots,10.000 \]

e:


\[ I_j= \begin{cases} 1,&X_j>50\\ 0,&X_j\leq50 \end{cases} \]

A probabilidade estimada é:


\[ \hat P(Lula)= \frac{\sum_{j=1}^{10.000}I_j}{10.000} \]


Para o nowcast de agosto, o resultado é aproximadamente:


7.400 vitórias de Lula


contra:


2.600 vitórias de Flávio


em 10.000 cenários.


Portanto:


Lula 74% × Flávio 26%


6. Evolução probabilística


A série histórica utilizada pelo Brasil Em Mapas mostra a mudança da probabilidade ao longo do ciclo eleitoral.


Período Lula-Flávio

Ago/25 76% 24%

Set/25 74% 26%

Out/25 72% 28%

Nov/25 69% 31%

Dez/25 65% 35%

Jan/26 62% 38%

Fev/26 58% 42%

Mar/26 55% 45%

Abr/26 54% 46%

Mai/26 68% 32%

Jun/26 76% 24%

Jul/26 78,2% 21,8%

Ago/26 73,7% 26,3%


Observação: os valores históricos são mantidos conforme a série do relatório anterior; os valores de julho e agosto representam a atualização do nowcast.


A redução observada em agosto não significa reversão da liderança probabilística. Ela reflete principalmente o estreitamento recente das pesquisas de segundo turno.


7. Metodologia estatística

7.1. Agregação


Cada pesquisa é tratada como uma observação eleitoral.

O modelo evita simplesmente escolher a pesquisa mais recente e procura extrair o sinal comum presente no conjunto dos levantamentos.


7.2. Ponderação


Quando disponíveis, são considerados:


  • tamanho amostral;
  • margem de erro;
  • recência;
  • dispersão entre pesquisas;
  • histórico de consistência do instituto.


A ponderação amostral pode ser representada por:


\[ w_i\propto n_i \]

ou, quando se utiliza a precisão estatística:


\[ w_i\propto\frac{1}{SE_i^2} \]

com:


\[ SE_i\approx \sqrt{\frac{p_i(1-p_i)}{n_i}} \]


A aplicação do peso não significa que institutos maiores sejam automaticamente "mais corretos"; significa apenas que, sob as hipóteses estatísticas adotadas, amostras maiores possuem menor variância amostral.


8. Inferência Bayesiana


A estrutura probabilística pode ser expressa por:


\[ P(\theta|D) \propto P(D|\theta)P(\theta) \]


onde:

  • \(D\) = conjunto de pesquisas;
  • \(\theta\) = verdadeiro nível de apoio eleitoral;
  • \(P(D|\theta)\) = verossimilhança dos dados;
  • \(P(\theta)\) = distribuição anterior;
  • \(P(\theta|D)\) = distribuição posterior.


A cada nova pesquisa, a informação disponível é atualizada.

Assim, o nowcast de agosto não representa uma previsão definitiva do resultado de outubro, mas a probabilidade condicional ao conjunto de informações disponíveis até a data de corte.


9. Média móvel e atualização temporal


A utilização da média móvel de 30 dias é particularmente importante porque pesquisas eleitorais não são realizadas simultaneamente.

Uma pesquisa realizada no início do mês representa uma fotografia diferente daquela realizada no final do mês.


A média móvel transforma essas fotografias sucessivas em uma série temporal contínua:


\[ \text{Pesquisa}_1 \rightarrow \text{Pesquisa}_2 \rightarrow ... \rightarrow MM_{30} \]


Esse procedimento produz uma curva mais próxima de um nowcast eleitoral do que de uma simples média histórica.


10. Limitações


O modelo não elimina as incertezas existentes nas pesquisas eleitorais.

Entre as principais limitações estão:


  • diferentes períodos de coleta;
  • efeitos de acontecimentos políticos recentes;
  • mudanças de opinião entre a realização da pesquisa e a eleição;
  • erros amostrais e não amostrais;
  • dificuldade de modelar eleitores ainda indecisos;
  • eventual mudança na composição do eleitorado efetivamente votante;
  • impossibilidade de prever acontecimentos políticos futuros.


Portanto, 74% não significa que Lula tenha 74% dos votos.

Significa que, dentro da estrutura probabilística adotada, existem aproximadamente 74 cenários favoráveis a Lula para cada 26 cenários favoráveis a Flávio, dadas as informações disponíveis no nowcast.


11. Resultado consolidado — agosto de 2026


Primeiro turno

Nowcast de intenção de voto:


Lula da Silva — 40,0%

Flávio Bolsonaro — 35,6%

Renan Santos — 4,6%

Caiado — 4,2%

Zema — 2,3%

Augusto Cury — 1,6%


O cenário aponta para segundo turno.


Segundo turno

Estimativa central

Lula da Silva — 51,5% dos votos válidos

Flávio Bolsonaro — 48,5%


Probabilidade de vitória

Lula da Silva — 74%

Flávio Bolsonaro — 26%


12. Interpretação final


O nowcast de agosto de 2026 mantém Lula como favorito em um eventual segundo turno, mas evidencia uma disputa significativamente mais competitiva do que a fotografia da média agregada poderia sugerir isoladamente.


A estimativa central de 51,5% × 48,5% representa uma vantagem de 3,0 pontos percentuais, enquanto a simulação probabilística atribui aproximadamente 74% de probabilidade de vitória a Lula da Silva e 26% a Flávio Bolsonaro.


A diferença entre os dois indicadores é metodologicamente importante:


52,4% × 47,6% = média agregada observada das pesquisas

51,5% × 48,5% = estimativa central do modelo

74% × 26% = probabilidade de vitória


Portanto, o resultado deve ser divulgado como uma análise probabilística/nowcast, e não como uma previsão determinística do resultado eleitoral. A atualização de agosto também mostra que a vantagem de Lula permanece.


13. Nota metodológica


O Brasil Em Mapas utiliza pesquisas eleitorais públicas como dados de entrada e não realiza pesquisa de campo própria.


A análise é um modelo estatístico independente, construído sobre:


  1. pesquisas nacionais individuais;
  2. agregação dos levantamentos;
  3. ponderação estatística;
  4. agregação temporal;
  5. média móvel de 30 dias;
  6. conversão para votos válidos;
  7. modelagem da incerteza;
  8. inferência bayesiana;
  9. simulação de Monte Carlo com 10.000 iterações.


Os registros oficiais das pesquisas eleitorais podem ser consultados no PesqEle, sistema administrado pela Justiça Eleitoral.


14. Fontes e referências


Fontes nacionais

  • Tribunal Superior Eleitoral — Pesquisas Eleitorais / PesqEle.
  • TSE — Resolução nº 23.600/2019, com alterações posteriores.
  • TSE — Resolução nº 23.747/2026, que atualiza as regras aplicáveis às pesquisas eleitorais.
  • Institutos nacionais de pesquisa incluídos na base.


  • Brasil Em Mapas — Relatório de Análise Eleitoral e Projeções Probabilísticas para a Presidência do Brasil 2026 — Nowcast Junho.


Referências metodológicas internacionais


  • Gelman, A. et al. — Bayesian Data Analysis.
  • Gelman, A. et al. — Regression and Other Stories.
  • Silver, N. — The Signal and the Noise.
  • Spiegelhalter, D. — trabalhos sobre incerteza e comunicação probabilística.
  • Metodologia de simulação de Monte Carlo aplicada à inferência estatística.



Créditos

Autoria: Brasil Em Mapas ® 2026 (CCBY)

Parceria: LGAC Comunicação ©

Projeto gráfico e análise de dados: Brasil Em Mapas

Data de atualização: 30 de agosto de 2026

Edição: Nowcast Agosto/2026 — atualização até a eleição.