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NASA provoca China, relembra conquista histórica dos EUA e promete retorno de astronautas à Lua em 2028

Administrador da agência espacial americana, Jared Isaacman, compara o avanço chinês às conquistas dos Estados Unidos e reafirma planos para realizar um novo pouso tripulado na superfície lunar até 2028.

NASA provoca China, relembra conquista histórica dos EUA e promete retorno de astronautas à Lua em 2028

Programa Artemis representa a nova etapa de exploração lunar da NASA, que pretende levar astronautas novamente à superfície da Lua em 2028. · NASA

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A Agência Espacial dos Estados Unidos (NASA) voltou a destacar sua superioridade histórica na exploração espacial durante uma apresentação realizada nesta sexta-feira (23). O administrador da agência, Jared Isaacman, comparou as conquistas americanas com o desenvolvimento do programa espacial da China e reafirmou a intenção de levar astronautas novamente à superfície da Lua até 2028.

Durante a coletiva sobre o programa Artemis, Isaacman afirmou que o programa chinês ainda estava em seus primeiros estágios quando os Estados Unidos já haviam realizado importantes missões tripuladas, incluindo seis pousos lunares.

A declaração ocorreu durante a apresentação de atualizações sobre a Artemis III, missão prevista para 2027 que realizará testes de tecnologias essenciais para futuras operações na superfície lunar.

A agência americana mantém o objetivo de realizar o próximo pouso tripulado em 2028, por meio da Artemis IV, embora o cronograma dependa do desenvolvimento de sistemas ainda em fase de testes.

Isaacman compara programa chinês às conquistas americanas

Durante a apresentação, o administrador da NASA relembrou a trajetória dos Estados Unidos desde o início da corrida espacial.

Isaacman destacou que a China realizou seu primeiro voo espacial orbital tripulado em 2003, quando o astronauta Yang Liwei foi lançado ao espaço na missão Shenzhou 5.

Na comparação, lembrou que o americano John Glenn havia realizado o primeiro voo orbital de um cidadão dos Estados Unidos em 1962.

O dirigente também ressaltou que, quando a China colocou seu primeiro astronauta em órbita, a NASA já tinha realizado seis pousos tripulados na Lua e 113 missões com ônibus espaciais.

Apesar do tom competitivo, Isaacman reconheceu a evolução chinesa nas últimas duas décadas, especialmente na construção de satélites de comunicação, observação da Terra e aplicações militares.

A comparação reflete o aumento da disputa tecnológica entre Washington e Pequim, agora concentrada no retorno de seres humanos à superfície lunar.

NASA pretende levar astronautas à Lua em 2028

O novo cronograma da NASA estabelece diferentes etapas para preparar o retorno à Lua.

Artemis III fará testes decisivos antes do pouso lunar

Diferentemente dos planos anteriores, a Artemis III não deverá realizar diretamente um pouso na Lua.

A missão foi reorganizada para permitir que quatro astronautas executem testes em órbita terrestre, verificando sistemas de comunicação, procedimentos de acoplagem e tecnologias necessárias para transportar tripulações até a superfície lunar.

Esses testes envolverão módulos desenvolvidos por empresas privadas, incluindo a SpaceX e a Blue Origin, que trabalham em sistemas de pouso lunar.

A estratégia pretende reduzir os riscos técnicos antes da realização das missões mais complexas.

O objetivo é garantir que os veículos e equipamentos sejam capazes de operar com segurança durante a transferência de astronautas entre diferentes espaçonaves.

China também planeja enviar astronautas à Lua

Enquanto os Estados Unidos trabalham com a meta de 2028, a China pretende realizar seu primeiro pouso lunar tripulado até 2030.

O programa espacial chinês desenvolve veículos, foguetes e módulos de pouso para permitir a chegada de astronautas ao satélite natural da Terra.

A China também acumulou resultados importantes com o programa robótico Chang'e, responsável por missões de exploração e coleta de amostras lunares.

Em 2024, a missão Chang'e 6 conseguiu trazer à Terra amostras da face oculta da Lua, um marco inédito na exploração espacial.

Especialistas apontam que os avanços chineses transformaram a exploração lunar em uma nova frente de competição tecnológica entre as duas potências.

Por que os países querem explorar o polo sul da Lua?

Região do polo sul lunar concentra áreas de interesse científico e possíveis depósitos de gelo de água.


Uma das principais áreas de interesse é o polo sul lunar, região que possui crateras permanentemente sombreadas e possíveis depósitos de gelo de água.

A presença desse recurso desperta interesse porque ele poderá ser utilizado para consumo humano e, mediante processamento, na obtenção de oxigênio e hidrogênio.

Esses elementos poderiam contribuir para o funcionamento de futuras bases lunares e operações espaciais de longa duração.

Além dos objetivos científicos, a exploração lunar envolve desenvolvimento tecnológico, cooperação internacional e interesses estratégicos.

Nova corrida espacial envolve desafios tecnológicos

Apesar da experiência histórica dos Estados Unidos, a NASA ainda precisa superar desafios técnicos para cumprir a meta de 2028.

Entre eles estão a preparação dos módulos de pouso comerciais, a integração dos sistemas de transporte e os testes de segurança necessários para operações tripuladas.

A agência também pretende estabelecer uma presença humana mais duradoura na Lua, utilizando as missões Artemis como preparação para futuras viagens a Marte.

O avanço da China acrescenta pressão competitiva ao programa americano, mas ambos os países ainda precisam concluir etapas decisivas antes de realizar seus próximos pousos tripulados.

A previsão de retorno à Lua em 2028 permanece como uma meta oficial da NASA, e não uma data de pouso garantida.