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Mapa do desemprego no Brasil: do 2,1% de Santa Catarina aos 9,8% do Amapá

No segundo trimestre de 2026, a taxa de desocupação no Brasil foi de 5,4%, mas variou de 2,1% em Santa Catarina a 9,8% no Amapá

Mapa do desemprego no Brasil: do 2,1% de Santa Catarina aos 9,8% do Amapá

Percentual de desocupação · LUCAS ROSÁRIO

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Quando se fala em desemprego, quase sempre aparece um número só: a taxa nacional. No segundo trimestre de 2026, ela ficou em 5,4%, segundo a PNAD Contínua do IBGE. Parece uma média tranquila, mas ela esconde um país muito diferente quando o mapa é desenhado estado por estado.

Entre as 27 Unidades da Federação, a menor taxa de desocupação foi a de Santa Catarina, com 2,1%. A maior foi a do Amapá, com 9,8%. A diferença é de mais de quatro vezes, e é isso que o mapa deste artigo mostra: o desemprego no Brasil tem endereço.

Figura 1. Percentual de desemprego por UF do Brasil

O que é, afinal, a taxa de desocupação?

Antes de olhar o mapa, vale entender o que o número mede. Na PNAD Contínua, o IBGE considera desocupada a pessoa de 14 anos ou mais que estava sem trabalho na semana de referência, procurou emprego nos 30 dias anteriores e estava disponível para começar a trabalhar.

Isso significa que a taxa não conta quem desistiu de procurar, nem quem trabalha na informalidade ou em empregos precários. Uma taxa baixa indica pouca gente procurando emprego sem achar, mas não diz nada sobre a qualidade das vagas. Por isso, o dado é um bom retrato do mercado de trabalho, mas não é o retrato completo.

Contexto: de onde o país vem

A PNAD Contínua acompanha o mercado de trabalho brasileiro desde 2012. Nessa série, o desemprego subiu forte com a recessão de meados da década passada e chegou perto de 15% no início de 2021, em plena pandemia. Desde então, a taxa vem caindo de forma gradual, e o patamar atual de 5,4% está entre os mais baixos já registrados.

Mas a recuperação não foi igual em todo lugar. O mercado de trabalho brasileiro reflete a estrutura econômica de cada região: onde há agronegócio, indústria diversificada e cidades médias dinâmicas, o desemprego tende a ser menor. Onde a economia depende mais de serviços e do setor público, ou onde a informalidade é maior, a taxa costuma ser mais alta.

O que o mapa mostra

Os menores índices estão no Sul, no Centro-Oeste e em parte do Norte e do Sudeste: Santa Catarina (2,1%), Mato Grosso (2,2%), Espírito Santo (2,3%), Rondônia (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,7%). Onze UFs ficaram abaixo da média nacional, incluindo Paraná (3,1%), Minas Gerais (3,8%), Goiás (4,0%), Tocantins (4,1%), Rio Grande do Sul (4,2%) e Roraima (5,0%).

Os maiores índices se concentram no Nordeste: Bahia (9,1%), Pernambuco e Piauí (8,3% cada), Alagoas e Sergipe (7,9% cada). O Amapá lidera o ranking, com 9,8%. A Bahia aparece em segundo lugar, bem acima da média do país.

O mapa também desmonta a ideia de blocos regionais uniformes. O Norte tem tanto Rondônia, com uma das menores taxas do país, quanto o Amapá, com a maior. O Sudeste vai do Espírito Santo (2,3%) ao Rio de Janeiro (7,1%), que está acima da média nacional e à frente de vários estados nordestinos. Já o Nordeste, apesar de concentrar as maiores taxas, tem estados em patamar bem mais baixo, como a Paraíba (5,4%) e o Rio Grande do Norte (5,6%).

No trimestre, a desocupação recuou em 13 das 27 UFs, segundo o IBGE.

Curiosidades

  • Empate com a média: São Paulo e Paraíba registraram exatamente 5,4%, o mesmo valor da média nacional.
  • Distância entre extremos: a diferença entre Santa Catarina e Amapá é de 7,7 pontos percentuais.
  • Quatro dos cinco menores índices estão fora do Sul: Mato Grosso, Espírito Santo, Rondônia e Mato Grosso do Sul mostram que baixo desemprego não é exclusividade da região mais industrializada.
  • Distrito Federal: com 6,5%, fica acima da média nacional, mesmo sendo a unidade com maior renda média do país.

Fonte e metodologia

Dados: IBGE, PNAD Contínua Trimestral, 2º trimestre de 2026. Taxa de desocupação das pessoas de 14 anos ou mais. Mapa: @geografia.online.