A nova pesquisa PoderData/Aya, divulgada nesta terça-feira (13), mostra uma redução na diferença das intenções de voto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), na disputa pelo segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
Segundo o levantamento, Flávio Bolsonaro aparece com 51% dos votos válidos, enquanto Lula registra 49%. A diferença de dois pontos percentuais configura empate técnico, considerando a margem de erro de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos.
Os dados indicam uma mudança em relação à pesquisa anterior, divulgada em 8 de outubro, quando Flávio registrava 53% e Lula aparecia com 47%.
Em apenas cinco dias, o atual presidente avançou dois pontos percentuais, enquanto o senador recuou na mesma proporção. A distância entre os candidatos caiu de seis para dois pontos.
O levantamento foi realizado entre 10 e 12 de outubro, com 3 mil eleitores entrevistados em todo o Brasil.
Veja a evolução das intenções de voto no segundo turno
Apesar de Flávio Bolsonaro continuar numericamente à frente, a pesquisa aponta um cenário mais equilibrado na reta final da campanha eleitoral.
A votação do segundo turno está marcada para 25 de outubro de 2026, conforme o calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Lula tem vantagem entre as mulheres
Os recortes demográficos do levantamento mostram diferenças nas preferências eleitorais de determinados segmentos da população.
Entre as mulheres, Lula registra 53% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 39%.
Esse resultado indica uma vantagem numérica do presidente no eleitorado feminino entrevistado.
Já Flávio Bolsonaro apresenta percentuais superiores em determinados recortes regionais e de escolaridade.
Flávio registra 61% no Sul e 55% no Centro-Oeste
Na divisão regional, o senador do Partido Liberal (PL) apresenta seus maiores percentuais nas regiões Sul e Centro-Oeste.
Entre os entrevistados da região Sul, Flávio Bolsonaro registra 61% das intenções de voto. No Centro-Oeste, o percentual chega a 55%.
O senador também alcança 52% entre os eleitores que cursaram o ensino médio.
Os números fazem parte dos cruzamentos demográficos da pesquisa e ajudam a compreender como as preferências eleitorais variam entre diferentes grupos de entrevistados.
Rejeição a Lula é de 46%; Flávio registra 44%
Além da intenção de voto, o PoderData/Aya investigou os índices de rejeição eleitoral, que representam a parcela dos entrevistados que afirma não votar em determinado candidato de maneira alguma.
O índice de rejeição de Lula permaneceu em 46%, mesmo percentual registrado na rodada anterior.
Já Flávio Bolsonaro passou de 43% para 44%, uma oscilação de um ponto percentual.
Os resultados indicam níveis próximos de rejeição entre os dois concorrentes, dentro da margem de erro do levantamento
Metade dos entrevistados desaprova o governo Lula
A pesquisa também avaliou a percepção dos brasileiros sobre a administração federal.
Segundo o levantamento, 50% dos entrevistados desaprovam o trabalho do presidente, enquanto 44% aprovam sua gestão. Outros 6% não souberam responder.
Os dados mostram que a desaprovação permanece numericamente superior à aprovação, embora Lula tenha registrado avanço na intenção de voto para o segundo turno.
Pesquisa ouviu 3 mil eleitores em 686 municípios
O levantamento PoderData/Aya foi realizado com recursos próprios do PoderData, empresa do grupo Poder360, em parceria de divulgação com o Aya Bancah.
As entrevistas ocorreram por telefone, por meio do sistema URA (Unidade de Resposta Audível), em que os participantes respondem a perguntas gravadas utilizando o teclado do aparelho.
A pesquisa ouviu 3 mil pessoas em 686 municípios, distribuídos pelas 27 unidades da Federação.
A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, com intervalo de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-01209/2026.
Disputa presidencial segue indefinida nas pesquisas
A nova rodada PoderData/Aya aponta uma disputa numericamente mais próxima entre Lula e Flávio Bolsonaro do que a registrada cinco dias antes.
Entretanto, a margem de erro impede afirmar que exista uma liderança estatisticamente definida no levantamento.
Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, novas pesquisas poderão indicar se a aproximação observada nesta rodada se mantém.
O resultado definitivo dependerá dos votos registrados nas urnas e da apuração oficial da Justiça Eleitoral.

