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Irã volta a atacar Israel com mísseis após dois meses e aumenta temor de nova escalada no Oriente Médio

Ataque iraniano foi o primeiro desde o cessar-fogo de abril. Donald Trump pediu que Israel não responda militarmente para preservar negociações que podem encerrar o conflito.

Irã volta a atacar Israel com mísseis após dois meses e aumenta temor de nova escalada no Oriente Médio
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O Irã lançou na noite deste domingo (7) cerca de dez mísseis contra o norte de Israel, marcando o primeiro ataque direto ao território israelense desde o cessar-fogo firmado em abril.

Segundo as autoridades israelenses, os sistemas de defesa aérea interceptaram a maior parte dos projéteis, enquanto outros atingiram áreas abertas. Não houve vítimas diretas. Apenas uma mulher de 79 anos ficou ferida ao cair enquanto corria para um abrigo antiaéreo.

O ataque ocorreu por volta das 22h e provocou o acionamento de sirenes em diversas cidades do norte de Israel, levando milhões de pessoas a buscarem proteção.

Teerã diz que ação foi resposta a ataque em Beirute

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A resposta iraniana ocorreu poucas horas após um ataque israelense contra o subúrbio de Dahiyeh, ao sul de Beirute, área considerada um dos principais redutos do grupo Hezbollah.

Segundo a Guarda Revolucionária do Irã, o lançamento dos mísseis teve caráter de advertência e serviu para demonstrar que novas ações israelenses poderão resultar em uma resposta muito mais ampla.

Em comunicado, os iranianos afirmaram que futuros ataques poderão atingir alvos israelenses e americanos em toda a região caso as operações militares continuem.

Trump intervém e pede contenção a Netanyahu

A reação mais surpreendente veio de Washington.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que conversaria diretamente com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu para pedir que Israel não realizasse uma retaliação imediata.

Segundo Trump, uma nova escalada militar poderia comprometer negociações consideradas decisivas entre Washington e Teerã.

“Estamos muito perto de um acordo final com o Irã. Não quero que isso seja destruído agora”, declarou o presidente americano.

Trump afirmou ainda que acredita que um entendimento diplomático poderá ser concluído nos próximos dias.

Israel prepara resposta, mas aguarda decisão política

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Apesar dos apelos americanos, as Forças de Defesa de Israel indicaram que estão prontas para responder militarmente.

O chefe do Estado-Maior israelense, tenente-general Eyal Zamir, afirmou que os planos de retaliação já estão preparados e aguardam apenas autorização do governo.

“As Forças de Defesa de Israel atacarão o inimigo com força assim que receberem sinal verde”, declarou.

Segundo veículos da imprensa israelense, o governo avalia a possibilidade de adiar qualquer resposta imediata diante da pressão exercida pelos Estados Unidos.

Países da região entram em alerta

O ataque provocou uma série de medidas de segurança em vários países do Oriente Médio.

✈️ Irã: fechou parte de seu espaço aéreo no oeste do país.

✈️ Iraque: suspendeu temporariamente a navegação aérea e fechou o espaço aéreo por 72 horas.

✈️ Síria: interrompeu operações no Aeroporto de Damasco e fechou parte do espaço aéreo por 12 horas.

✈️ Israel: manteve o Aeroporto Ben Gurion funcionando, mas colocou o sistema de aviação em estado de alerta.

Além disso, a embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém orientou seus funcionários a permanecerem em locais seguros e suspendeu os serviços consulares nesta segunda-feira.

Negociações nucleares entram em momento decisivo

O episódio ocorre enquanto Estados Unidos e Irã tentam concluir um acordo mais amplo para encerrar definitivamente o conflito iniciado em fevereiro.

As negociações envolvem temas considerados sensíveis para ambos os lados.

O que os EUA exigem

🔹 Garantias de que o Irã não desenvolverá armas nucleares.

🔹 Limitação de atividades nucleares consideradas de risco.

🔹 Redução de ameaças militares contra aliados americanos na região.

O que o Irã pede

🔹 Suspensão de sanções econômicas internacionais.

🔹 Liberação de bilhões de dólares em ativos congelados.

🔹 Reconhecimento de interesses estratégicos iranianos na região.

Região teme retorno da guerra total

Embora o ataque não tenha provocado vítimas fatais em Israel, o lançamento dos mísseis rompeu dois meses de relativa estabilidade e reacendeu o temor de uma nova guerra regional.

A situação tornou-se ainda mais delicada porque Israel continua combatendo o Hezbollah no Líbano, enquanto o Irã insiste que qualquer acordo de paz precisa incluir também o fim das operações militares na frente libanesa.

Com negociações diplomáticas em estágio avançado e forças militares em alerta máximo dos dois lados, as próximas horas podem ser decisivas para determinar se a região caminhará para uma nova escalada ou para um acordo mais amplo de cessar-fogo.