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Flávio Bolsonaro diz que integrantes do PCC votarão em Lula no segundo turno: “Se sentem protegidos”

Candidato do PL associa facção criminosa ao presidente durante evento do MDB em São Paulo. Declaração ocorre após partido anunciar apoio majoritário ao senador na disputa presidencial de 2026.

Flávio Bolsonaro diz que integrantes do PCC votarão em Lula no segundo turno: “Se sentem protegidos”

Candidato à Presidência pelo PL · VALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASIL

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O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (13) que integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) votarão no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições de 2026.

A declaração foi feita durante um evento do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), realizado em São Paulo, no qual dirigentes da legenda oficializaram apoio majoritário à candidatura do senador.

Durante o discurso, Flávio Bolsonaro associou o suposto comportamento eleitoral de membros da organização criminosa ao atual governo federal, afirmando que essas pessoas teriam preferência pela continuidade da administração petista.

“Vão votar no Lula, porque ele representa o sentimento desses criminosos. Eles se sentem protegidos. E tão morrendo de medo do Flávio Bolsonaro ser presidente da República”, declarou o candidato, conforme reportagem publicada pelo Metrópoles.

A afirmação representa uma acusação política feita por Flávio Bolsonaro. Não foram apresentadas evidências que comprovem uma orientação eleitoral do PCC em favor de Lula ou que a organização receba proteção do presidente.

Declaração ocorreu durante anúncio de apoio do MDB

© Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil


O pronunciamento aconteceu durante uma reunião política organizada para formalizar o apoio de parte majoritária do MDB à candidatura de Flávio Bolsonaro.

O encontro foi realizado no escritório de campanha utilizado pelo governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, localizado na zona oeste da capital paulista.

O anúncio foi conduzido pelo presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi.

Dos 27 diretórios estaduais da legenda, 17 manifestaram apoio ao candidato do PL, incluindo representações de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

O movimento representa uma importante articulação partidária na campanha presidencial, considerando a presença do MDB em governos estaduais, prefeituras e no Congresso Nacional.


MDB fica dividido entre Flávio Bolsonaro e Lula

Apesar do anúncio de apoio majoritário ao senador, o MDB não chegou a um consenso nacional sobre o segundo turno.

Dez diretórios estaduais, principalmente das regiões Norte e Nordeste, manifestaram apoio à reeleição de Lula.

As divergências refletem alianças políticas locais estabelecidas pela legenda com diferentes grupos partidários.

O partido decidiu preservar a autonomia de suas representações estaduais, permitindo que dirigentes apoiem candidatos diferentes conforme as decisões regionais.

A divisão ocorre após o MDB ter adotado uma postura de neutralidade no primeiro turno das eleições presidenciais.


© Joédson Alves/Agência Brasil

Quem participou do encontro político em São Paulo?

Além de Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, o evento reuniu importantes lideranças políticas do estado.

Entre os participantes estavam o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e o vice-governador Felício Ramuth.

Também participaram os senadores eleitos André do Prado, do PL, e Guilherme Derrite, do Progressistas.

A presença das lideranças reforçou a articulação política entre partidos de apoio ao senador na disputa pelo Palácio do Planalto.

Flávio já havia recebido apoio de siglas como Republicanos, Podemos e Novo, além da federação União-PP.

Entre os políticos que disputaram o primeiro turno e passaram a apoiar sua candidatura estão Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Augusto Cury.


O que é o PCC, citado por Flávio Bolsonaro?

O Primeiro Comando da Capital é uma organização criminosa surgida em 1993, no sistema prisional paulista, que se expandiu para diferentes regiões brasileiras.

A facção é investigada por atividades como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e outras práticas criminosas.

O enfrentamento ao crime organizado envolve instituições como a Polícia Federal, o Ministério da Justiça e Segurança Pública e as forças de segurança estaduais.

Embora o PCC seja uma organização criminosa de grande alcance, não há comprovação apresentada de que seus integrantes apoiem coletivamente um candidato presidencial ou recebam proteção política de Lula.

As declarações de Flávio Bolsonaro devem, portanto, ser compreendidas como parte de seu discurso eleitoral, e não como conclusão de uma investigação oficial.

Segurança pública ganha destaque no segundo turno

O combate às organizações criminosas está entre os temas discutidos na campanha presidencial de 2026.

Flávio Bolsonaro tem defendido medidas de endurecimento contra facções, enquanto o governo Lula apresenta iniciativas de combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro.

A declaração sobre o PCC ocorre em um momento de maior mobilização das campanhas em torno de questões relacionadas à segurança pública.

Pesquisas mostram disputa equilibrada entre Lula e Flávio

O episódio acontece em meio à disputa pelo segundo turno, marcado para 25 de outubro de 2026.

Segundo pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta terça-feira (13), Flávio Bolsonaro registra 51% dos votos válidos, contra 49% de Lula.

Os candidatos estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de 1,8 ponto percentual.


A declaração do senador sobre o PCC acrescenta um novo episódio ao debate sobre segurança pública na campanha eleitoral.

Até a publicação das informações utilizadas nesta reportagem, não havia sido apresentada uma resposta específica de Lula à declaração feita durante o evento do MDB.