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EUA faz grande ataque alvos iranianos após queda de helicóptero Apache no Estreito de Ormuz

Ofensiva foi anunciada horas depois de Donald Trump acusar o Irã de derrubar um helicóptero militar americano. Teerã promete responder aos ataques e tensão volta a crescer na região.

EUA faz grande ataque alvos iranianos após queda de helicóptero Apache no Estreito de Ormuz

Chamas gigantescas se elevam no céu sobre Isfahan, no centro do Irã, após um ataque dos EUA em março. Acredita-se que seja ali que a maior parte do urânio altamente enriquecido do Irã esteja armazenada. · /TRUTH SOCIAL

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Os Estados Unidos lançaram novos ataques militares contra o Irã nesta terça-feira (9), após o presidente americano, Donald Trump, afirmar que forças iranianas derrubaram um helicóptero Apache do Exército dos EUA durante uma missão de patrulhamento próxima ao Estreito de Ormuz.

Segundo Trump, a resposta americana foi planejada como uma ação proporcional ao incidente envolvendo a aeronave militar. Em entrevista à emissora ABC News, o presidente declarou que a reação deveria ser “muito forte e muito poderosa”.

Apesar da gravidade do episódio, Trump afirmou anteriormente que os dois pilotos do helicóptero sobreviveram e foram resgatados com segurança após a queda.

Ataques atingem região estratégica

De acordo com informações divulgadas pela imprensa iraniana, os bombardeios atingiram áreas próximas ao Estreito de Ormuz, considerado um dos pontos mais importantes do mundo para o transporte de petróleo.

Relatos indicam que a ilha de Qeshm, localizada na região, foi um dos alvos atingidos. Explosões também teriam sido registradas nas proximidades das cidades de Sirik, Bandar Abbas e Jask, todas situadas em áreas estratégicas para a navegação internacional.

Segundo o portal Axios, citando autoridades americanas, os ataques tiveram como foco sistemas de defesa aérea e radares iranianos instalados ao redor do estreito.

Irã promete responder

Após o início da ofensiva americana, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que o país não deixará ataques ou ameaças sem resposta.

Em publicação nas redes sociais, o chanceler declarou que qualquer ação militar contra o território iraniano receberá uma reação adequada.

Autoridades iranianas também negaram participação em operações ofensivas recentes no Estreito de Ormuz e afirmaram que nenhuma missão aérea foi realizada na região nas últimas 24 horas.

Mesmo assim, fontes militares iranianas advertiram que novas ações dos Estados Unidos poderão provocar uma resposta considerada “decisiva”.

Helicóptero caiu durante patrulha

US launches new strikes on Iran after helicopter downed | RNZ News

O incidente que desencadeou a nova escalada ocorreu durante a madrugada.

Segundo autoridades americanas, o helicóptero Apache operava próximo à costa de Omã quando caiu no mar.

Uma fonte do governo dos EUA afirmou que a aeronave teria sido atingida por um drone de ataque iraniano. O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), porém, ainda não divulgou oficialmente a causa do acidente.

Os dois tripulantes foram localizados por um drone naval americano e resgatados cerca de duas horas após a queda.

Estreito de Ormuz segue no centro da crise

A nova troca de hostilidades aumenta as preocupações sobre o futuro das negociações de paz que vinham sendo conduzidas entre Washington e Teerã.

O Estreito de Ormuz permanece como um dos principais pontos de tensão do conflito. Antes da guerra, aproximadamente 20% do petróleo comercializado globalmente passava pela região.

Nos últimos meses, restrições à navegação e operações militares têm afetado o fluxo marítimo, provocando impactos nos mercados internacionais de energia.

Negociações ficam ameaçadas

Apesar da nova ofensiva, Trump continua afirmando que um acordo de paz ainda é possível.

Os Estados Unidos exigem garantias de que o Irã não desenvolverá armas nucleares, enquanto Teerã condiciona qualquer entendimento ao alívio das sanções econômicas e ao reconhecimento de interesses estratégicos na região.

Com os ataques desta terça-feira e as ameaças de retaliação por ambos os lados, cresce a preocupação internacional de que o conflito volte a se intensificar, comprometendo os esforços diplomáticos que vinham sendo realizados nas últimas semanas.