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EUA ampliam alerta de segurança no Oriente Médio após ataques dos houthis deixarem mortos na Arábia Saudita

Embaixadas americanas alertam para novos ataques com mísseis e drones, cancelamentos de voos e fechamento de aeroportos. Ofensiva contra aeroporto de Riad matou um cidadão dos Estados Unidos e deixou centenas de feridos.

EUA ampliam alerta de segurança no Oriente Médio após ataques dos houthis deixarem mortos na Arábia Saudita

Membros das forças de segurança Houthi sentam-se em uma rocha no local de um comício realizado para comemorar o Mawlid, que marca o aniversário do nascimento do Profeta Maomé, em Sanaa, Iêmen, 25 de agosto de 2026 · [KHALED ABDULLAH/REUTERS]

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governo dos Estados Unidos intensificou os alertas de segurança para cidadãos americanos que vivem ou viajam pelo Oriente Médio, após uma sequência de ataques com mísseis e drones atribuídos aos rebeldes houthis, grupo armado do Iêmen apoiado pelo Irã.

A medida ocorre após ofensivas contra a Arábia Saudita, incluindo um ataque ao Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, no dia 10 de outubro, que deixou mortos e mais de 300 feridos.

Entre as vítimas estava um cidadão americano, aumentando a preocupação das autoridades de Washington com a segurança de seus nacionais na região.

Segundo reportagem da CBS News, publicada na terça-feira (20), os avisos foram encaminhados por representações diplomáticas americanas em diferentes países e destacam o risco de uma ampliação repentina dos confrontos.

As embaixadas americanas na Arábia Saudita, no Bahrein, no Catar e nos Emirados Árabes Unidos, entre outros países, divulgaram orientações para que cidadãos dos Estados Unidos redobrem a atenção.

Os comunicados alertam que as hostilidades podem se espalhar rapidamente para áreas que ainda não foram diretamente atingidas.

Entre os principais riscos estão interrupções de viagens, cancelamentos de voos, restrições no espaço aéreo e ataques contra instalações estratégicas.

O Departamento de Estado americano reforçou que a proteção dos cidadãos no exterior é prioridade e que continuará atualizando os alertas de acordo com a evolução da situação.

A recomendação oficial de viagem para a Arábia Saudita permanece no nível 3 — reconsiderar a viagem, diante de ameaças relacionadas a ataques com drones e mísseis, conflitos armados e terrorismo. 


O Aeroporto Internacional Rei Khalid, principal terminal aéreo da capital saudita, tornou-se alvo de sucessivas ofensivas durante outubro.

O ataque de 10 de outubro provocou a suspensão temporária das operações e afetou centenas de passageiros.

No dia seguinte, outra ofensiva atingiu instalações do aeroporto, aumentando as preocupações com a segurança da aviação civil.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita responsabilizou os houthis pelos ataques, enquanto o grupo reivindicou operações contra o aeroporto. 

Os houthis integram um movimento político e militar conhecido como Ansar Allah, que controla áreas importantes do território iemenita, incluindo a capital, Sanaá.

O grupo mantém relações com o Irã e participa há anos de confrontos contra forças apoiadas pela Arábia Saudita.

A escalada recente ocorre em meio à ampliação da guerra envolvendo os Estados Unidos, Israel e Irã, iniciada em fevereiro de 2026.

Os rebeldes intensificaram ataques contra aeroportos e instalações petrolíferas sauditas, ampliando os riscos à população civil e ao abastecimento regional de energia.


Trump avalia participação militar direta no conflito

O presidente americano Donald Trump enfrenta pressões para ampliar a atuação militar contra os houthis.

Embora Washington forneça informações de inteligência e apoio estratégico à Arábia Saudita, Trump ainda não anunciou uma intervenção militar direta.

O príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, teria solicitado apoio militar americano diante da intensificação dos ataques.

O governo dos Estados Unidos, porém, mantém em avaliação a possibilidade de participar de operações aéreas contra posições do grupo armado.

A ausência de uma decisão definitiva ocorre em um momento de crescente pressão sobre os sistemas de defesa da região.

Conflitos no Iêmen deixam dezenas de mortos

Enquanto os ataques se intensificam na Arábia Saudita, a situação humanitária no Iêmen também se agrava.

Segundo a CBS News, um ataque atribuído aos houthis matou duas adolescentes na cidade de Taiz, na terça-feira (20).

No dia anterior, uma ofensiva contra um acampamento militar das forças governamentais matou 73 recrutas e deixou mais de 200 feridos.

O governo iemenita solicitou maior assistência internacional para enfrentar os ataques, incluindo compartilhamento de inteligência, sistemas de defesa aérea e apoio à guarda costeira.

O embaixador Marwan Ali Noman, assessor político do Ministério das Relações Exteriores do governo iemenita, alertou que a continuidade dos ataques poderá ampliar a instabilidade regional.

Apesar do pedido de assistência, o governo do Iêmen não solicitou o envio de tropas terrestres americanas.

Disputa por sistemas de defesa aérea preocupa países aliados

A escalada também aumentou a procura internacional por mísseis interceptadores utilizados para neutralizar ataques aéreos.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reconheceu que países como Arábia Saudita e Israel buscam ampliar seus estoques desses equipamentos.

A demanda coincide com pedidos da Ucrânia, que necessita de armamentos semelhantes para enfrentar os ataques russos.

O cenário coloca os Estados Unidos diante do desafio de atender a diferentes aliados em conflitos simultâneos, considerando os limites da capacidade de produção e entrega de armamentos.

Americanos são orientados a acompanhar os avisos oficiais

Com o risco de novos ataques, o Departamento de Estado recomenda que cidadãos americanos acompanhem os comunicados de suas embaixadas e estejam preparados para alterações inesperadas nas condições de segurança.

Os viajantes também devem verificar eventuais restrições operacionais antes de se deslocarem para aeroportos e outras instalações estratégicas.

As autoridades alertam que o cenário pode mudar rapidamente, especialmente em países próximos das áreas de conflito.

A continuidade dos ataques contra instalações civis e energéticas aumenta a preocupação internacional com a segurança da população, a estabilidade dos transportes e os efeitos econômicos da guerra no Oriente Médio.