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Eleições nos EUA: americanos votam hoje e podem mudar o controle do Congresso e os rumos do governo Trump

Mais de 400 cadeiras da Câmara, 35 vagas no Senado e 36 governos estaduais estão em disputa nesta terça-feira (3). Resultado das eleições de meio de mandato definirá o equilíbrio de forças políticas em Washington até 2028.

Eleições nos EUA: americanos votam hoje e podem mudar o controle do Congresso e os rumos do governo Trump

USSC.EDU

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Milhões de eleitores dos Estados Unidos vão às urnas nesta terça-feira (3) para as eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms. A votação determinará a composição do Congresso americano durante os dois últimos anos do segundo mandato do presidente Donald Trump.

O pleito envolve 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, 35 vagas no Senado e a escolha de governadores em 36 estados, além de eleições para assembleias legislativas e consultas populares sobre temas locais.

Os republicanos chegam ao dia da votação controlando as duas casas do Congresso. Os democratas buscam ampliar sua representação e conquistar maiorias que lhes permitam exercer mais influência sobre a agenda legislativa e fiscal do governo.

Embora Trump não esteja concorrendo, a eleição é considerada um teste político para sua administração, especialmente em meio às preocupações dos eleitores com inflação, preços dos combustíveis, imigração e custo de vida.

Câmara dos Representantes poderá mudar de maioria

Todas as cadeiras da Câmara dos Representantes serão renovadas. Seus integrantes possuem mandatos de dois anos, razão pela qual participam tanto das eleições presidenciais quanto das eleições intermediárias.

O controle da Câmara exige normalmente 218 assentos, considerando o total de 435 vagas.

Os republicanos chegam à votação com uma maioria estreita. Uma mudança no equilíbrio partidário poderá alterar a tramitação de projetos de lei, os debates orçamentários e a fiscalização das ações do Executivo.

O partido que conquistar a maioria também poderá escolher a presidência da Câmara e controlar suas principais comissões.

Senado tem 35 vagas em disputa

No Senado americano, a renovação é parcial, porque os mandatos duram seis anos.

Em 2026, estão em disputa 33 vagas regulares e duas eleições especiais, totalizando 35 cadeiras.

Antes da votação, a composição partidária era de 53 republicanos, 45 democratas e dois independentes alinhados aos democratas.

O Senado tem funções importantes, incluindo a confirmação de nomeações presidenciais, a avaliação de indicações para tribunais federais e decisões relacionadas a tratados internacionais.

Estados como Alasca, Texas, Kansas, Ohio, Carolina do Norte, Maine, Geórgia, Michigan e New Hampshire concentram disputas acompanhadas de perto pela imprensa americana.

Governadores também serão escolhidos em 36 estados

Além do Congresso, os americanos elegem governadores em 36 dos 50 estados.

Os governadores administram políticas estaduais, supervisionam serviços públicos e participam de decisões sobre segurança, educação, infraestrutura e orçamento.

Em diversos estados, os eleitores também escolherão integrantes dos Legislativos estaduais, procuradores-gerais e outras autoridades.

A votação inclui consultas populares sobre temas como direitos reprodutivos, redesenho de distritos eleitorais e propostas tributárias, entre elas uma iniciativa de taxação de grandes fortunas na Califórnia.

Economia, imigração e custo de vida influenciam a votação

As preocupações econômicas ocupam espaço central na disputa eleitoral.

Entre os temas mais discutidos estão a inflação, os preços da gasolina, o custo da moradia e o acesso aos serviços de saúde.

A política migratória adotada pelo governo Trump também divide opiniões, assim como a condução da política externa americana e o envolvimento dos Estados Unidos no conflito com o Irã.

Outros debates incluem os direitos reprodutivos, a segurança do processo eleitoral e os efeitos da inteligência artificial sobre empregos e consumo de energia.

Essas questões possuem pesos diferentes conforme o estado, o distrito eleitoral e o perfil dos eleitores.

Mais de 50 milhões de americanos já votaram antecipadamente

Antes mesmo da abertura das urnas nesta terça-feira, milhões de eleitores haviam participado da votação antecipada, presencialmente ou por correspondência.

Dados acompanhados pela Universidade da Flórida indicavam mais de 57 milhões de votos antecipados antes do encerramento do processo eleitoral, superando o volume registrado no mesmo estágio de eleições intermediárias anteriores.

CBS News

A votação nos Estados Unidos não ocorre de forma inteiramente uniforme. Cada estado estabelece regras próprias para horários de funcionamento dos locais de votação, identificação dos eleitores e processamento das cédulas.

Quando sairão os resultados das eleições nos EUA?

Os primeiros resultados deverão ser divulgados na noite desta terça-feira (3), após o fechamento das urnas em cada estado.

Algumas votações começarão a ser totalizadas a partir das 18h no horário da costa leste americana, enquanto outras regiões continuarão votando por mais algumas horas.

No entanto, o controle definitivo da Câmara e do Senado pode levar dias para ser conhecido, especialmente se as diferenças forem pequenas ou houver grande quantidade de votos enviados pelo correio.

A nova legislatura do Congresso americano começará em 3 de janeiro de 2027.

O que muda para Donald Trump após a eleição?

A composição do Congresso determinará a capacidade do governo de aprovar projetos de lei, negociar o orçamento federal e avançar com propostas que dependem do Legislativo.

Se os republicanos mantiverem o controle das duas casas, o partido conservará a maioria necessária para conduzir a agenda legislativa, embora ainda existam exigências de votação e possíveis divergências internas.

Caso os democratas conquistem uma ou ambas as casas, poderão ampliar a fiscalização do Executivo, presidir comissões parlamentares e influenciar a tramitação de propostas.

O presidente continuará exercendo suas funções independentemente do resultado, mas o equilíbrio político em Washington poderá mudar significativamente.

A votação desta terça-feira, portanto, definirá não apenas representantes e governadores, mas também as condições de atuação do governo federal americano durante a segunda metade do mandato de Trump.