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Dinheiro esquecido nos bancos chega a R$ 5,8 bilhões; veja como consultar se você tem valores a receber

Banco Central revela que quase 24 milhões de brasileiros ainda possuem recursos disponíveis para resgate. Consulta é gratuita e pode ser feita pela internet usando CPF ou CNPJ.

Dinheiro esquecido nos bancos chega a R$ 5,8 bilhões; veja como consultar se você tem valores a receber

© RAFA NEDDERMEYER/AGÊNCIA BRASIL

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O Banco Central do Brasil informou nesta terça-feira (13) que R$ 5,79 bilhões continuam esquecidos em bancos, cooperativas de crédito, administradoras de consórcios e outras instituições financeiras. Os dados correspondem ao balanço de agosto de 2026 e mostram que milhões de brasileiros ainda têm dinheiro disponível para resgate.

Do montante total, aproximadamente R$ 4,31 bilhões pertencem a 23,94 milhões de pessoas físicas. Outros R$ 1,48 bilhão estão vinculados a 2,36 milhões de empresas.

Os recursos podem ser consultados gratuitamente pelo Sistema de Valores a Receber (SVR), plataforma oficial do Banco Central que permite identificar dinheiro não retirado de contas bancárias, consórcios e outras operações financeiras.

O volume disponível cresceu 2,6% em relação a julho, quando o saldo era de R$ 5,65 bilhões. A alta interrompeu uma sequência de três meses de queda nos recursos registrados pelo sistema

Quanto dinheiro ainda está disponível para resgate?

Como consultar dinheiro esquecido pelo CPF ou CNPJ

A consulta deve ser realizada exclusivamente no site oficial do Sistema de Valores a Receber. O procedimento inicial é simples e não exige pagamento ou contratação de intermediários.

  1. Acesse valoresareceber.bcb.gov.br.
  2. Informe o CPF e a data de nascimento ou, no caso de empresas, o CNPJ e a data de abertura.
  3. Verifique se existem valores disponíveis.
  4. Para consultar os detalhes e solicitar o resgate, entre com sua conta Gov.br de nível prata ou ouro, com verificação em duas etapas habilitada.
  5. Confira a instituição responsável, a origem do dinheiro e escolha a modalidade de devolução oferecida.

Quando disponível, o pedido de resgate por Pix pode ser atendido em até 12 dias úteis. Também é possível combinar a devolução diretamente com a instituição responsável.

O sistema permite ainda habilitar, em situações elegíveis, a solicitação automática de valores futuros, usando uma chave Pix vinculada ao CPF.

Segundo os dados do Banco Central, 69,4% dos beneficiários possuem até R$ 10 para resgatar. Apenas 2,21% têm direito a quantias superiores a R$ 1 mil.

Os números mostram que até pequenas quantias deixadas em instituições financeiras podem representar valores expressivos quando consideradas em conjunto.

Onde está concentrado o dinheiro esquecido?

Os bancos concentram a maior parcela dos recursos disponíveis, seguidos pelas administradoras de consórcios e cooperativas de crédito.

De onde vem o dinheiro esquecido?

Os recursos disponíveis no SVR podem ter diferentes origens, como saldos remanescentes de contas correntes e poupanças encerradas, tarifas cobradas indevidamente, cotas de cooperativas de crédito e valores de grupos de consórcios finalizados.

Também podem existir recursos associados a contas de pagamento ou operações realizadas com corretoras e distribuidoras.

O sistema reúne as informações fornecidas pelas instituições financeiras participantes.


Familiares podem consultar valores de pessoas falecidas?

Sim. O Sistema de Valores a Receber também permite consultar dinheiro pertencente a pessoas falecidas.

Entretanto, a solicitação de devolução deve ser realizada por herdeiros, inventariantes, testamentários ou representantes legalmente autorizados.

A instituição responsável poderá exigir documentos que comprovem o direito ao recebimento.

Banco Central alerta para golpes envolvendo dinheiro esquecido

A autoridade monetária reforça que o serviço é inteiramente gratuito e alerta para tentativas de fraude por mensagens, telefonemas e links falsos.

O Banco Central não envia mensagens solicitando dados pessoais, senhas ou pagamentos para liberar recursos.

A orientação é acessar diretamente o endereço oficial, evitar links suspeitos recebidos pelo WhatsApp e nunca compartilhar senhas ou códigos de autenticação.


Recursos esquecidos também foram destinados ao Desenrola 2.0

Parte dos valores não reclamados foi direcionada ao Fundo de Garantia de Operações (FGO), utilizado para apoiar o programa federal de renegociação de dívidas conhecido como Desenrola 2.0.

A operação envolveu aproximadamente R$ 5,7 bilhões e passou a ser analisada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), em razão de questionamentos sobre o tratamento orçamentário dos recursos.

Apesar disso, o Banco Central continua disponibilizando os procedimentos oficiais de consulta e solicitação dos valores registrados no SVR.

A recomendação para consumidores e empresas é verificar periodicamente a plataforma, pois novas informações podem ser incluídas pelas instituições financeiras.