LIVE
Carregando…
Voltar ao portal

China e EUA avançam em acordo para redução de tarifas bilionárias

Equipes comerciais dos dois países discutem cortes recíprocos em tarifas sobre produtos avaliados em mais de US$ 30 bilhões.

China e EUA avançam em acordo para redução de tarifas bilionárias
Compartilhar

China e Estados Unidos devem avançar nos próximos meses na implementação de um novo acordo tarifário entre as duas maiores economias do mundo. A informação foi divulgada pelo Ministério do Comércio chinês nesta quinta-feira (28), em meio à retomada das negociações comerciais entre os dois países.

Segundo o porta voz da pasta, He Yadong, as equipes econômicas e comerciais de China e EUA continuarão mantendo contato próximo para elaborar os detalhes técnicos do acordo e acelerar sua implementação.

O governo chinês afirmou que as tarifas seguem sendo um dos principais temas nas relações bilaterais e destacou que as conversas vêm ocorrendo sob orientação direta dos presidentes Xi Jinping e Donald Trump.

Redução recíproca pode superar US$ 30 bilhões

De acordo com o Ministério do Comércio da China, os dois países concordaram, em princípio, em discutir um modelo de redução recíproca de tarifas sobre produtos de escala equivalente. O volume pode ultrapassar US$ 30 bilhões em mercadorias de cada lado.

As negociações ocorrerão dentro de um novo conselho comercial criado para tratar especificamente de disputas tarifárias, investimentos e barreiras comerciais. Autoridades chinesas indicaram que os produtos incluídos poderão receber tarifas reduzidas ou até taxas equivalentes às praticadas em acordos de “nação mais favorecida”.

O governo chinês também afirmou esperar que os Estados Unidos cumpram os compromissos assumidos durante as negociações recentes e criem condições favoráveis para ampliar a cooperação econômica entre os dois países.

Tensões comerciais marcaram últimos anos

As relações comerciais entre Washington e Pequim passaram por anos de forte tensão tarifária, especialmente após sucessivos aumentos de impostos de importação iniciados ainda em 2025.

Em meio à disputa, setores como agricultura, tecnologia, indústria automotiva e aviação foram diretamente afetados. Dados divulgados recentemente mostraram que as exportações agrícolas dos Estados Unidos para a China chegaram a cair mais de 65% durante o período de maior tensão comercial.

Especialistas avaliam que o novo movimento representa uma tentativa de estabilizar o comércio bilateral e reduzir os impactos globais provocados pela guerra tarifária entre as duas potências.

Compras agrícolas e aviões entram nas negociações

Além da discussão sobre tarifas, os dois governos também avançaram em acordos paralelos envolvendo agricultura e aviação. Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, a China se comprometeu a ampliar compras de produtos agrícolas americanos e negociar a aquisição de aeronaves da Boeing.

Relatórios apontam ainda que o governo chinês retomou compras de soja, trigo e sorgo dos Estados Unidos após as reuniões realizadas entre Xi Jinping e Donald Trump nas últimas semanas.

Implementação ainda depende de detalhes técnicos

Apesar do avanço diplomático, os dois países ainda precisam definir quais produtos serão incluídos na redução tarifária, além dos percentuais aplicados e dos prazos de implementação.

Autoridades americanas já indicaram que deverão abrir consultas públicas para decidir quais produtos chineses poderão receber cortes nas tarifas.

Mesmo sem um acordo definitivo fechado, o avanço das negociações já é visto pelo mercado internacional como um sinal de redução das tensões comerciais entre China e Estados Unidos, fator que pode influenciar diretamente o comércio global e os preços internacionais nos próximos meses.