O Brasil está envelhecendo, mas esse processo acontece em ritmos diferentes entre as regiões do país. Segundo o Censo Demográfico 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país possui 22,2 milhões de pessoas com 65 anos ou mais, o equivalente a 10,9% da população. Em 2010, esse grupo representava 7,4%, evidenciando o avanço do envelhecimento demográfico nas últimas décadas.
Figura 1. Percentual de idosos por UF do Brasil
Entretanto, a distribuição da população idosa revela importantes contrastes territoriais. O Rio Grande do Sul apresenta a maior proporção de pessoas com 65 anos ou mais, com 14,1%, seguido pelo Rio de Janeiro (13,1%) e por Minas Gerais (12,4%). Na outra ponta, Roraima (5,1%), Amapá (5,5%) e Amazonas (5,9%) possuem os menores percentuais. Já em números absolutos, São Paulo concentra o maior contingente de idosos do país, com mais de 5,2 milhões de pessoas nessa faixa etária.
Essas diferenças estão relacionadas ao processo de transição demográfica, marcado pela redução das taxas de fecundidade e pelo aumento da expectativa de vida. Nas regiões Sul e Sudeste, a queda da fecundidade ocorreu mais cedo, contribuindo para uma estrutura etária mais envelhecida. No Norte, por sua vez, a população ainda apresenta uma participação proporcionalmente maior de crianças e jovens.
Do ponto de vista geográfico, o envelhecimento populacional também evidencia desigualdades socioespaciais e impõe novos desafios à organização do território. O aumento da população idosa exige investimentos em saúde, previdência, mobilidade urbana, acessibilidade e redes de cuidado. Portanto, compreender onde os brasileiros estão envelhecendo mais rapidamente é fundamental para planejar políticas públicas que considerem as particularidades regionais e garantam melhores condições de vida para a população.

