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Alerj aprova projeto que prevê banheiros e vestiários neutros para pessoas trans e não binárias

Texto aprovado pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro segue agora para análise e possível sanção do governador do estado.

Alerj aprova projeto que prevê banheiros e vestiários neutros para pessoas trans e não binárias
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Projeto foi aprovado por maioria dos deputados

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou o Projeto de Lei 317/23, que determina a instalação de banheiros e vestiários neutros destinados a pessoas trans não redesignadas e pessoas não binárias em espaços públicos e privados do estado.

A proposta, apresentada pela deputada estadual Índia Armelau, foi aprovada por 28 votos favoráveis e 13 contrários durante sessão plenária realizada nesta semana.

Com a aprovação na Alerj, o texto segue agora para avaliação do governador do Rio de Janeiro, que poderá sancionar ou vetar o projeto.

O que prevê o projeto

Segundo o texto aprovado, os estabelecimentos públicos e privados deverão disponibilizar banheiros e vestiários neutros voltados a pessoas cuja identidade de gênero não se enquadre nos espectros masculino ou feminino, além de pessoas trans que não tenham passado por cirurgia de redesignação de gênero.

O projeto estabelece prazo de 12 meses para que locais já em funcionamento realizem as adaptações necessárias após a eventual publicação da lei.

As regras valeriam para diversos tipos de estabelecimentos, incluindo centros comerciais, escolas, academias, órgãos públicos, espaços de lazer e outros ambientes de uso coletivo.

Penalidades podem ultrapassar R$ 10 mil

O texto também prevê punições para estabelecimentos que não cumprirem as determinações dentro do prazo estabelecido.

As penalidades incluem advertências e multas que começam em 1.100 UFIR RJ, valor que ultrapassa R$ 10 mil. Em casos de reincidência, a proposta prevê possibilidade de interdição do estabelecimento.

Os valores arrecadados com as multas poderão ser direcionados para programas e ações voltadas à fiscalização e implementação da medida.

Debate gerou divergência entre parlamentares

A proposta provocou intenso debate entre deputados estaduais durante a votação. Parlamentares favoráveis ao projeto argumentaram que a medida busca ampliar a proteção de mulheres e crianças, além de evitar constrangimentos em ambientes compartilhados.

Já parlamentares da oposição criticaram o texto e classificaram a proposta como discriminatória e segregacionista.

A deputada estadual Dani Balbi, primeira mulher trans eleita para a Alerj, afirmou que pretende questionar a constitucionalidade do projeto na Justiça caso ele seja sancionado.

Próximos passos

Após aprovação na Assembleia Legislativa, a proposta depende agora da decisão do governo estadual. Caso seja sancionada, a nova lei passará a valer após publicação oficial no Diário Oficial do Estado.

A tramitação completa do projeto poderá ser acompanhada pelo portal oficial da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.